
de sapo em sapo narrado por Drummond:
"Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida."
"Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra."
"E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?"
"Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco."
"Os homens não melhoram
e matam-se como percevejos.
Os percevejos heróicos renascem.
Inabitável, o mundo é cada vez mais habitado.
E se os olhos reaprendessem a chorar seria um segundo dilúvio."
"As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão."
Deveria ter ficado calada, mais uma vez... deveria. Mas não posso... logo não poderia. Muito embora me exponha e acabe engolindo os sapos, as decisões... ficar calada garantiria a "minha vida" por fora... mas me mataria por dentro.
2 comentários:
Eu odeio sapos, mas também tenho engolido um bocado..........Abaixo a repressão! Viva a liberdade de expressão!!!
Estou aprendendo que se a história envolver dinheiro eu engulo os sapos. Infelizmente vivemos uma hierarquia que nos abriga a isso. Mas se não é dinheiro, manda todo mundo ir chupar dedo.
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